Em junho dCampanha pelo diplomae 2009, veio a derrota para o jornalismo brasileiro, traduzida no fim da obrigatoriedade da formação superior específica para o exercício da profissão, sentenciado de forma lastimável pelo STF. O abatimento e a indignação imediatamente tomaram conta das entidades representativas da categoria como a Fenaj, os sindicatos de todo o país e a ABI, além de outros diversos segmentos da sociedade civil, tamanha a perplexidade diante do equívoco jurídico. No entanto, não havia tempo para remoer tristezas e um grande movimento tomou conta do Brasil, graças a iniciativas de parlamentares em tentar resgatar a dignidade perdida do jornalismo. Nasceram assim, ainda no ano passado, as PECs do Senado e da Câmara Federal, que visam inserir na Constituição brasileira a exigência do diploma para a atuação profissional, sem que a sagrada liberdade de expressão seja atingida. Uma redundância, porém necessária, considerando que Gilmar Mendes e mais 7 ministros conseguiram tomar tão importante decisão a partir de um entendimento confuso entre as duas coisas. Degrau por degrau, as vitórias foram sendo solidamente construídas, amparadas pela pressão da sociedade e por articuladas ações tanto nacionais quanto regionais por parte do movimento sindical da classe jornalística. E eis que após a aprovação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, ocorrida no último dia 14 de julho, a PEC 386/2009 se junta à PEC 033/2009 do Senado e seguem agora para as votações mais complexas nos plenários das casas legislativas. Entretanto, a julgar pelas favoráveis votações unânimes ou de esmagadora maioria, a esperança do jornalismo brasileiro novamente se respaldar obrigatoriamente pela graduação superior se torna um fundamental estímulo. Portanto, vamos à batalha final, rumo a vitória !

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